> M: 04/02/07 - 11/02/07

A todos os amigos que nos esqueceram na caminhada...

Um homem, seu cavalo e seu cão, caminhavam por uma estrada.
Depois de muito caminhar, esse homem se deu conta de que ele, seu cavalo e seu cão haviam morrido num acidente.
Às vezes os mortos levam tempo para se dar conta de sua nova condição... A caminhada era muito longa, morro acima, o sol era forte e eles ficaram suados e com muita sede.
Precisavam desesperadamente de água.
Numa curva do caminho, avistaram um portão todo magnífico, todo de mármore, que conduzia a uma praça calçada com blocos de ouro, no centro na qual havia uma fonte de onde jorrava água cristalina.
O caminhante dirigiu-se ao homem que numa guarita, guardava a entrada.
- Bom dia, ele disse.
- Bom dia, respondeu o homem.
- Que lugar é este, tão lindo? ele perguntou.
- Isto aqui é o céu, foi a resposta..
- Que bom que nós chegamos ao céu, estamos com muita sede, disse o homem.
- O senhor pode entrar e beber água à vontade, disse o guarda, indicando-lhe a fonte.
- Meu cavalo e meu cachorro também estão com sede.
- Lamento muito, disse o guarda. Aqui não se permite a
entrada de animais. O homem ficou muito desapontado
porque sua sede era grande.
- Mas ele não beberia, deixando seus amigos com sede.
Assim, prosseguiu seu caminho. Depois de muito caminharem morro acima, com sede e cansaço multiplicados, ele chegou a um sítio, cuja
entrada era marcada por uma porteira velha semi-aberta. A porteira se abria para um caminho de terra, com árvores dos dois lados que lhe faziam sombra.
A sombra de uma das árvores, um homem estava deitado, cabeça coberta com um chapéu, parecia que estava dormindo:
- Bom dia, disse o caminhante.
- Bom dia, disse o homem.
- Estamos com muita sede, eu, meu cavalo e meu cachorro.
- Há uma fonte naquelas pedras, disse o homem e indicando o lugar.
Podem beber à vontade.
O homem, o cavalo e o cachorro foram até a fonte e mataram a sede.
- Muito obrigado, ele disse ao sair.
- Voltem quando quiserem, respondeu o homem.
- A propósito, disse o caminhante, qual é o nome deste lugar?
- Céu, respondeu o homem.
- Céu?
- Mas o homem na guarita ao lado do portão de mármore disse que lá era o céu!
- Aquilo não é o céu, aquilo é o inferno.
O caminhante ficou perplexo.
- Mas então, disse ele, essa informação falsa deve causar grandes confusões.
- De forma alguma, respondeu o homem. Na verdade, eles nos fazem um grande favor. Porque lá ficam aqueles que são capazes de abandonar até seus melhores amigos...

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Como ficará o congresso???

Definida como ficarão distribuidas as mesas do congresso nacional. O PT, o PSDB e o PMDB vão presidir, cada um, três comissões. O PP e o PSB, com duas presidências de comissões cada e o PTB, PPS, PSL, PR, PSC, PDT e PFL vão presidir apenas uma comissão cada.

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PFL vira PD e promete mudanças na oposição

By Maria Clara Cabral, Portal Terra
BRASÍLIA - A executiva nacional do PFL aprovou nesta quinta-feira a troca de nome da sigla para Partido Democrata (PD). A transformação representa o início de uma mudança nos partidos da oposição.
A intenção do PFL é passar os cargos de liderança da sigla para parlamentares mais jovens, como os deputados federais Rodrigo Maia, do Rio de Janeiro, Antonio Carlos Magalhães Neto, da Bahia, e Felipe Maia, filho do senador José Agripino Maia, de Rondônia.
Cabe à nova geração enfrentar os desafios dessa nova etapa - disse o atual presidente da sigla, senador Jorge Bornhausen (SC). O partido pretende retomar o projeto de poder, buscando novas lideranças na sua base e nos municípios.
A mudança ocorre devido a um enxugamento na última eleição, quando o PFL conseguiu eleger apenas um governador e 65 deputados. Bornhausen admitiu que seu partido deve buscar um afastamento do PSDB.
Os dois são da oposição, por isso vamos manter um relacionamento, mas temos programas diferentes - afirmou.
As mudanças serão ratificadas na convenção extraordinária da legenda, que deve ocorrer no dia 28 de março, em Brasília. Na ocasião, o partido deve escolher seu novo conselho político e uma comissão provisória, além de aprovar um novo estatuto e uma nova carta de princípios

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Coalizão

Estive conversando recentemente com o amigo Humberto, presidente da Zona 06, candidato a vereador em 2004 pelo PT. Trocamos idéias a respeito da nomeação do João Ivo ao cargo de Coordenador da Região Metropolitana, do crescimento polìtico da famìlia Verri e da disputa a prefeitura de Maringá em 2008.
Num determinado momento, o Humberto me disse uma coisa que é óbvio, mas que infelizmente não passa pela cabeça dos nossos políticos: somente se juntarmos as forças dos partidos das esquerda, com ideologia e com muito trabalho iremos tirar Maringá desta situação.
Após a sua saída, um usuário cliente, de nome Emilson, que ouviu a nossa conversa me disse:
"Mura, segundo este nosso amigo que saiu agora, somente com a união das esquerda e que iremos mudar Maringá. Pensando assim, tanto PT como o PMDB vão ficar de fora da coalizão pois a muito tempo deixaram de ser esquerda para virar centro-direita."

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Coalizão e Movimentos Sociais - by Frei Beto

Parte 2

Pressionado pelo paradigma neoliberal, o governo anda obcecado com os índices de crescimento do PIB. Isso é critério de desenvolvimento? Sob a ditadura, o PIB brasileiro cresceu a níveis astronômicos. Nem por isso a nação foi beneficiada, a ponto de o general Médici admitir que "a economia vai bem, mas o povo vai mal".

O mais preocupante é que, no conceito de crescimento dos abastados, importa “anabolizar” o dólar, incrementar as exportações e manter um rígido controle fiscal, reduzindo a capacidade de investimento do Estado, entendida como gasto. Em suma, aos vencedores, as batatas; à turba, as cinzas do braseiro.

Lula foi eleito, nos dois mandatos, por se comprometer a promover o desenvolvimento sustentável. O Brasil não terá um futuro melhor se permanecer refém dos paradigmas neoliberais que consideram mais relevante estocar US$ 80 bilhões de dólares do que investir 6% do PIB na Educação e igual porcentagem na Saúde. E o futuro não será sustentável sem preservar o meio ambiente, legalizar as terras dos quilombos, demarcar as reservas indígenas e respeitar a autonomia do Ministério Público, que vela pelo cumprimento das leis.

Temo que, sem a participação dos movimentos sociais, a coalizão resulte no neopopulismo - a linha direta entre o presidente e o grande credor de sua reeleição, os mais pobres, à revelia das instituições que os representam. Se assim for, o PT terá trocado seu propósito originário de "organizar a classe trabalhadora" por um clientelismo assistencialista que, sem dúvida, rende votos, mas não altera as estruturas arcaicas que impedem o Brasil de ser um país justo e uma nação humanamente desenvolvida.

(*) Frei Betto é escritor, autor de "Treze contos diabólicos e um angélico" (Planeta), entre outros livros

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Coalizão e Movimentos Sociais - "By Frei Beto"

Parte 1

Respaldado por 58 milhões de votos, o presidente Lula dispõe de suficiente força política para propor a coalizão entre partidos. Com exceção do PFL, todos os principais partidos aceitam, no mínimo, um entendimento com o Planalto. Isso é bom para o Brasil e ótimo para o presidente. Assegura-se, assim, a governabilidade de seu segundo mandato. Mesmo o PSDB, que disputou a Presidência, mostra-se disposto ao entendimento e ao diálogo, arrefecendo seus arroubos oposicionistas.Uma coalizão partidária difere, e muito, de um pacto social, como o que arquitetou Felipe González na Espanha pós-franquista. No Brasil, um pacto é inviável, dada à abissal diferença de classes. Não se espera que as panelas de ferro e de barro convivam em harmonia, diz a Bíblia. Ao menor conflito, sabe-se qual delas haverá de quebrar.

Falta aos atores da coalizão revelar em que bases ela está firmada. Há um projeto de nação? Um "outro Brasil possível"? Ou se trata de um mero arranjo, não de governabilidade, mas de empregabilidade dos correligionários dos partidos envolvidos? O povo brasileiro tem o direito de conhecer o que induz partidos como o PDT e o PV, até há pouco avessos ao governo petista, a abrirem a guarda e, seduzidos pelo canto da sereia, se atirarem nos braços de Orfeu, entregues aos encantos desse movimento transmigratório.

Não se pode excluir da coalizão a outra perna da governabilidade petista: os movimentos populares. Em dezembro, foram chamados a dialogar com o presidente e o ministro Luiz Dulci. Lula se comprometeu a manter diálogo permanente com eles. É bom lembrar que Lula e sua gestão resultam da luta dos movimentos sociais que, após derrubar a ditadura, promoveram a mobilização que resultou na Assembléia Nacional Constituinte e na Constituição de 1988.

Na audiência de dezembro, o presidente recebeu dos movimentos sociais um conjunto de documentos e reivindicações: mudanças na política econômica; cancelar as reformas previdenciária e trabalhista; promover o desenvolvimento com distribuição de renda e respeito ao meio ambiente; democratizar os meios de comunicação; efetivar a reforma agrária; pleno respeito aos povos indígenas, aos quilombolas e aos ambientalistas que defendem o desenvolvimento sustentável; regulamentar a liberação dos transgênicos com medidas de precaução e respeito aos direitos do consumidor.

Lula assinalou que o crescimento do país é a sua prioridade, observadas três exigências: controle da inflação, distribuição de renda e melhoria da infra-estrutura. Frisou que as reformas prioritárias são a tributária e a política. A da Previdência será debatida num amplo fórum com participação da sociedade civil.

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Uma nova esquerda surge no Brasil

A acirrada disputa na base aliada, com a eleição do petista Arlindo Chinaglia (SP) presidente da Câmara, deixou como um de seus saldos a constituição de uma frente de esquerda que vem ocupando o espaço deixado pelo PT, que se aliou à centro-direita.
O bloco, uma idéia antiga, nasceu do conturbado processo eleitoral da Câmara, "mas veio para ficar", segundo seus integrantes. O objetivo é ganhar corpo para as eleições de 2008 e criar condições de lançar um nome próprio à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010.

Formado pelos "vizinhos" PSB, PDT e PCdoB, além de outras três legendas (PAN, PMN e PHS), o grupo se contrapõe ao projeto petista de absorver partidos "satélites" com afinidade ideológica. "Agora, criamos nosso próprio sistema solar", disse o ex-presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP). "O PT conseguiu unir a esquerda, pelo menos a esquerda não-petista, em um bloco político poderoso", resumiu à Agência Reuters o deputado Ciro Gomes (PSB-CE).

O bloco de esquerda conta com a representação de cinco governadores, 68 deputados e 8 senadores. Tem nas suas fileiras Ciro Gomes como um possível candidato à Presidência da República após o segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Na sociedade civil, controla a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a segunda maior central sindical do país, a Força Sindical.

A formação do grupo era um desejo antigo e remonta à eleição presidencial de 1989. Cogitado sempre em períodos eleitorais, acabou conquistando viabilidade após a divisão na base aliada com o lançamento de Chinaglia para o comando da Casa, contrapondo-se ao comunista Aldo Rebelo, derrotado em segundo turno por uma diferença de apenas 18 votos.

"Essa unidade talvez seja a coisa mais importante nessa brincadeira toda. A idéia é chegarmos juntos nas eleições de 2008 e 2010", contou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), vice-líder do bloco.

Chinaglia fez seu primeiro discurso como presidente da Câmara afirmando que as cizânias da eleição faziam parte do passado. Mas o PT, logo após o resultado do plenário, já calculava o tamanho do "problema".

"Eles vão ter que pedir licença", disse um importante político da frente de esquerda, muito amigo do presidente Lula, antevendo uma mudança nas relações entre o bloco e o PT.

O bloco foi criado originalmente como forma dos partidos assegurarem postos de destaque na mesa diretora da Casa e no comando de comissões permanentes. A reação de partidos de maior densidade numérica foi imediata. Com receio de perder cargos, PMDB, PT e mais seis partidos, incluindo as legendas protagonistas da crise do mensalão, uniram-se num superbloco de 273 deputados. A oposição formal fez o mesmo. Apesar do apoio a diferentes candidatos, PSDB e PFL juntaram-se ao PPS e constituíram uma terceira frente, esta com 153 parlamentares.

Neste dois casos, a aliança foi conjuntural e deve ser desfeita nos próximos dias. No entanto o bloco de esquerda, apostam seus integrantes, vai permanecer atuando em conjunto não só na Câmara mas nas próximas eleições. O peso simbólico do bloco é grande, dizem parlamentares do grupo, que consideram que sua formação demarcou fronteiras partidárias e empurrou o PT para partidos mais à direita.(Agencia Reuters)

Opinião:

Embora todas as ações estão acontecendo a nível nacional, os membros dos partidos em Maringá deveriam avaliar com muito carinho esta proposta, pois com uma frente de tamanha envergadura, dificilmente o movimento deixaria de ser um dos principais concorrentes ao pleito municipal.

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