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Crise e comportamentos...

O comportamento do Presidente Lula, que teve na última avaliação a aprovação de mais de 70% dos brasileiros, em relação a chamada crise mundial é no mínimo hilárico. No início ele dizia ser apenas uma nuvem passageira e que de longe isto afetaria o Brasil. Em seguida, ele veio a público para dizer que a crise estava realmente atingindo todo o mundo e que o Brasil sofreria as consequencias embora muito menos. Teve que injetar milhões para subsidiar créditos para que os bancos não deixassem de operar. O dinheiro pode até ter chegado aos bancos mas não chegou no povo, mesmo porque o povo ficou cabreiro com a mensagem do presidente que desesperadamente pedia que desconsiderasse o futuro incerto mas que não deixassem de se individar e adquirir bens, que para muitos são superfluos neste momento de crise. Criou um pacote específico para a linha dos automotivos, mas as fábricas continuaram paradas com perspectivas de férias coletivas e desempregos. Evidente, pois com o cancelamento de contratos do mercado externo os pátios simplismente estão lotados de automóveis. A industria automobilística precisa vender todo este excedente primeiro para depois readequar as empresas para o momento da crise. Isto, segundo o setor vai levar de 3 a 4 meses e não adianta o Presidente injetar dinheiro nos bancos que a produção vai diminuir drasticamente nos próximos meses e o fator desemprego será realidade. Mas uma coisa fica evidente. Novamente, os bancos com dinheiro em caixa vão poder sair da crise com um ótimo desempenho comparados com outros setores da economia. A pergunta que gostaria de fazer ao presidente da república neste momento é: O que estimularia mais o consumo interno, a disponibilidade das linhas de créditos para o individamente a medio longo prazo do cidadão brasileiro ou atitude do governo em cortar as taxações e impostos sobre o automóvel que reduzia o seu preço em pelo menos 40% do valor de venda e seria com certeza uma atração muito grande para o povo investir em um bem sem ter que necessariamente ficar com o pescoço na corda junto as financiadoras?
- Realmente o cenário brasileiro favorece neste momento para que haja um estímulo ao consumo interno, aliás, a única saída para um país de dimensões continentais como o nosso. Mas para que isto ocorra, o governo federal deve ser um pouco mais ousado. Não basta tentar controlar o mercado com subsídios, incentivar financiamentos que geram endividamentos mas sim atacar aqueles pontos mais obscuros da política nacional: estabilidade do câmbio, reforma fiscal e diminuição drástica dos juros. E aí Lula, será que voce vai topar???

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